Montag, Juli 23, 2007

Pra quem não conhece Helloween...

Review : Helloween - Keeper of the Seven Keys – Part II



Fazer sucesso com uma banda é muito difícil, independente do estilo. Criar um novo estilo, então, é ainda mais raro. E, sem dúvidas, o Helloween se enquadra nesta segunda opção. A banda foi pioneira num estilo que hoje conhecemos como “heavy metal melódico” e, como resultado, influenciou várias grandes bandas que estão na ativa até hoje. Após dois ótimos álbuns (Walls of Jericho e Keeper... Pt. 1), a consagração da banda veio com o clássico Keeper of the Seven Keys – Part II, um álbum que tem um autêntico clássico do estilo em cada faixa. O que dizer então dos músicos que gravaram o disco? Michael Kiske (vocais), Markus Grosskopf (baixo), Ingo Schwichtenberg (bateria), Michael Weikath e Kai Hansen (guitarras) mudaram, sem dúvida, o pensamento dos músicos da época, mesclando virtuosismo com musicalidade e composições geniais.Depois de uma bela introdução, o álbum abre com “Eagle Fly Free”, na qual Kiske mostra porque até hoje é considerado um dos melhores vocalistas do estilo, enquanto Grosskopf exibe uma fantástica linha de baixo. Em “Rise And Fall”, temos uma levada quase sarcástica e sombria ao mesmo tempo, em que fica evidente a preocupação dos músicos com os timbres utilizados para criar tais atmosferas. Presença obrigatória em todos os shows da banda até hoje, “Dr. Stein” alia peso e melodia, com fortes influências de música clássica, uma das características do estilo criado pela banda. A balada “We Got the Right” até hoje deixa os vocalistas de cabelos em pé, tamanho é o sentimento impresso por Kiske em sua interpretação. Em “Save Us”, temos a impressão de estar presenciando uma decolagem de um avião a jato, de tão insana que é a introdução. E ainda tem a épica “March of Time” e o hino “I Want Out”, seguidos de “Kepper of the Seven Keys” – que, com seus mais de treze minutos, leva o ouvinte a uma viagem recheada de experiências surreais.A partir desse trabalho, o Helloween entrou definitivamente no time de bandas que podem reivindicar para si a criação de um estilo até então inédito. E, para quem gosta de heavy metal melódico, Keeper Of The Seven Keys – Part II é um álbum obrigatório e, sem dúvidas, um dos melhores do gênero.

Freitag, Juli 20, 2007

Metal Up Your Ass: os primórdios do Metallica!

Essa foi, definitivamente, a melhor matéria que já pude ler no site Whiplash! Automaticamente quando pensamos no nome Metallica, duas associações vêm direto à cabeça: a primeira é a fortuna acumulada pela banda nos seus mais de 20 anos de história e os diversos paradigmas quebrados por alguém que investe em um som pesado (se a banda ainda pratica esse som é uma outra história mas efetivamente, até pelo menos 1994, praticava). E para entendemos melhor como tudo isso começou, eis essa grande matéria! Confiram!






Montag, Juli 16, 2007

Plantas gostam de Heavy Metal

Segundo as experiências dos caçadores de mitos Jamie Hyneman e Adam Savage, as plantas se desenvolvem melhor ouvindo Heavy Metal!!

A grande discussão que está em pauta nos últimos tempos é o aquecimento global. Todos sabemos das grandes catástrofes que estão por vir (algumas já acontecendo). Se uma das medidas que devemos tomar para diminuir os efeitos catastróficos é plantar o maior número de árvores possíveis, outra seria deixa-las curtirem Heavy Metal, para que ela cresça forte e rápidamente, assim como o estilo de música favorito delas!

Freitag, Juli 13, 2007

Língua alemã: fácil ou difícil???

A língua alemã é relativamente fácil. Todos aqueles que conhecem as línguas derivadas do latim e estão habituados a conjugar alguns verbos podem aprendê-la rapidamente. Isso dizem os professores de alemão logo na primeira lição. Vamos lá.... para ilustrar tal simplicidade, imaginemos que vamos estudar um exemplo. Primeiro, pegamos um livro em alemão, neste caso um magnífico volume, com capa dura, publicado em Dortmund, e que trata dos usos e costumes dos índios australianos Hotentotes (em alemão, "Hottentotten"). Conta o livro que os cangurus (Beutelratten) são capturados e colocados em jaulas (Kotter) cobertas com uma tela (Lattengitter) para protegê-las das intempéries. Essas jaulas, em alemão, chamam-se jaulas cobertas com tela (Lattengitterkotter) e, quando possuem em seu interior um canguru, chamamos ao conjunto de jaula coberta de tela com canguru (Lattengitterkotterbeutelratten). Um dia, os hotentotes prenderam um assassino (Attentäter), acusado de haver matado a mãe (Mutter) hotentote (Hottentottermutter) de um garoto surdo e mudo (Stottertrottel). Essa mulher, em alemão, chama-se Hottentottenstottertrottelmutter e, a seu assassino, facilmente chamamos de Hottentottenstottertrottelmutterattentäter. No livro, os índios o capturaram e, sem ter onde colocá-lo, puseram-no numa jaula de canguru (Beutelrattenlattengitterkotter). Mas, incidentalmente, o preso escapou. Após iniciarem a busca, rapidamente veio um guerreiro hotentote gritando: - Capturamos o assassino (Attentäter)! - Qual?? - perguntou o chefe. - O Lattengitterkotterbeutelratterattentäter - respondeu o guerreiro. - Como? O assassino que estava na jaula de cangurus coberta de tela? - disse o chefe dos hotentotes. - Sim - responde a duras penas o indígena - o Hottentottenstottertrottelmutteratentäter (assassino da mãe do garoto surdo e mudo). - Ah - diz o chefe - você poderia ter dito desde o início que havia capturado o Hottentotterstottertrottelmutterlattengitterkotterbeutelrattenattentäter!

Filosofos recomendados: Rousseau

Jean-Jacques Rousseau (28 de Junho de 1712, Genebra - 2 de Julho de 1778, Ermenonville, perto de Paris) foi um filósofo suíço, escritor, teórico político e um compositor musical autodidata. Uma das figuras marcantes do Iluminismo francês, Rousseau é também um precursor do romantismo.

Rousseau foi uma das principais inspirações ideológicas da segunda fase da Revolução Francesa - a última das revoluções modernas, e que deu início a um longo período de terror e instabilidade política, que acabaria por levar à ditadura de Napoleão. O Contrato Social, de sua autoria, inspirou muitos dos revolucionários e regimes nacionalistas e opressivos subseqüentes a esse período, um pouco por toda a Europa continental.

Inspirados nas idéias de Rousseau, os revolucionários defendiam o princípio da soberania popular e da igualdade de direitos. A contestação da sociedade tal como estava organizada foi tema do ensaio Discurso sobre a Origem e os Fundamentos da Desigualdade entre os Homens (1755), em que se vê a desigualdade e a injustiça como frutos da competição e da hierarquia mal constituida.

Rousseau é associado frequentemente às ideias anti-capitalistas e considerado um antecessor do socialismo e comunismo. Foi um dos primeiros autores modernos a atacar a propriedade privada. Rousseau questionou a suposição de que a maioria está sempre correta e argumentou que o objetivo do governo deveria ser assegurar a liberdade, igualdade e justiça para todos, independentemente da vontade da maioria.

O filósofo conta-se entre aqueles autores que mitificaram um passado fraternal e feliz de todos os Homens, face a um presente desordenado e desigual do século XVIII. O ideal romântico de um "regresso ao passado" está patente no espírito de Rousseau. Voltaire afirmou mesmo que: "ninguém colocou alguma vez tanto engenho em nos querer converter em animais" do que ele. Ler Rousseau faz nascer "o desejo de caminhar em quatro patas".

Entretanto, outras interpretações, como a do antropólogo Roger Bartra, nos dizem que este comentário irônico de Voltaire não é uma boa intepretação da obra de Rousseau, já que para Bartra, "Rousseau não oferecia o homem selvagem como um tipo humano ideal, como insinua Voltaire, senão um modelo que permita compreender a origem do mal" (BARTRA, 1997, 180-1).
A função principal de sua filosofia é libertar o homem.